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CONHEÇA MAIS SOBRE NÓS

Criação

 

Criada em 06/04/1969 por Dom Almir Marques Ferreira

 

 

Tombada como Patrimônio Histórico Municipal pelo Decreto nº 11.995, de 08/12/2009.
Registrado no Livro do Tombo Histórico, Inscrição XVI , pág. 24.

A Igreja de Nossa Senhora das Dores tem sua história vinculada à criação do Colégio Ressurreição Nossa Senhora, a primeira instituição religiosa de ensino do município de Uberlândia. Sua construção se deu na primeira  metade do século XX, pela Madre Maria Villac, uma jovem campineira de 19 anos que tinha como propósito para sua vida servir a Deus em uma congregação na Bélgica. Com o advento da primeira Guerra Mundial, Maria Villac não pôde sair do país, permanecendo em Campinas. Desta forma, reuniu um grupo de moças da cidade que inicialmente a procurava para receber orientações espirituais, mas também com o mesmo propósito de servir a Deus e ao próximo. O trabalho das Missionárias iniciou-se com os centros de catequese nos bairros periféricos de Campinas, onde trabalhavam com as famílias pobres.

Após uma criteriosa avaliação do local e atendendo às solicitações das famílias católicas, as Irmãs consideraram a idéia de abrir um colégio religioso na localidade como um projeto viável e que deveria se realizar o mais breve possível. Em 3 defestividade na Estação Mogiana. Instalaram-se numa casa que ficava na esquina da Rua Vigário Dantas com a Rua Marechal Deodoro e sete dias depois da chegada das Irmãs, na data que a igreja católica comemora o dia de Nossa Senhora de Lourdes, foi fundado, então, o Colégio Nossa Senhora das Lágrimas. AIgreja de Nossa Senhora das Dores foi construída inicialmente para abrigar a Capela do Colégio Nossa Senhora das Lágrimas que funcionava de forma improvisada no auditório da instituição. Em 1935, houve o reconhecimento oficial do Colégio como instituição de ensino e o lançamento da pedra fundamental da Capela que ocorreu em 17 de julho de 1936. Em outubro do mesmo ano, foram demarcados os alicerces e, a partir daí, foram intensos os trabalhos e esforços das irmãs para a construção da Capela.

A edificação é um exemplar de arquitetura eclética onde podem ser observadas características da arquitetura românica e paleocristã-carolíngia. Construída, em 1936, meados do século XX, apresenta partido arquitetônico retangular com três volumes.

A comunidade sempre teve uma relação muito forte com a mesma, tendo inclusive participado ativamente das campanhas promovidas pelas irmãs para arrecadação de verbas para sua construção. Prova desta interação está no interior da capela onde nos vitrais que ornamentam suas paredes laterais encontram-se registrado os nomes de algumas famílias que contribuíram, de alguma forma, para a sua construção. Quando em 1969, a Capela foi elevada à condição de Paróquia de Nossa Senhora das Dores esta relação com a comunidade ficou mais forte, uma vez que as atividades religiosas antes destinadas em sua maioria aos estudantes do colégio foram extensivas à toda comunidade local.

 

Atualmente, a Paróquia que é coordenada pelo Padre Edvaldo Pereira de Souza promove atividades religiosas diariamente com a realização de missas, novenas, terços, dentre outras, além da festa de Nossa Senhora das Dores, comemorada no mês de setembro, quando são realizadas procissões, novenas, quermesses e a coroação de Nossa Senhora, envolvendo toda comunidade católica. Este imóvel, exemplar de arquitetura eclética, foi um marco na história educacional e religiosa do Município, além de ser um testemunho de sua história e desenvolvimento. Portanto, preservar este imóvel é preservar a memória de Uberlândia.

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No início da década de 1930, o Cônego Pe. Albino Figueiredo Martins Miranda sentindo a necessidade da instalação de uma instituição educacional religiosa na localidade dirigiu-se a Uberaba e apresentou ao Bispo da Diocese Frei Luiz Maria de Santana um projeto para a criação de uma escola católica. Este, sabendo que Dom Francisco Barreto tinha fundado há três anos o Instituto das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, fez um convite às responsáveis para que estas visitassem Uberlândia a fim de estudar a possibilidade de ali fundar um colégio. Com o convite feito pelo Bispo Dom Luiz Maria de Santana, a Congregação tinha a oportunidade de expandir o propósito da evangelização para o âmbito escolar.

Em novembro de 1931, chegam a Uberlândia a Madre Maria Villac, fundadora da Congregação e as Irmãs Josefina Maria do Coração Chagado de Jesus e Amália de Jesus Flagelado, conhecida no âmbito religioso por ter vislumbrado Nossa Senhora das Lágrimas, ficando hospedadas na residência do Sr. Arlindo Teixeira.

Internamente, a igreja possui três pavimentos com utilização distinta: no primeiro localizam-se as naves definidas pelas arcadas, capela-mor e sacristia. No “mezanino”, localiza-se o coro e no segundo pavimento, o dormitório das freiras com banheiros e cozinha e um balcão com arcada localizado sobre o coro de onde as freiras assistem às missas reunidas. Na nave lateral direita, encontra-se uma escada helicoidal com acesso ao coro. Aos fundos do altar mor, localiza-se a sacristia. No lado direito da sacristia existe uma escada que dá acesso ao pavimento superior que possui uma cozinha e dois banheiros. A igreja não apresenta retábulos e sua decoração interna é realizada através de ornamentos em argamassa localizados no intradorso dos arcos plenos e capitéis dos pilares e mísulas com imagens dos santos de devoção da comunidade. Na nave direita, encontra-se a imagem de São José e, na esquerda, a imagem do Cristo Redentor. Todas as imagens estão pintadas de branco, apenas com as partes de carnação e cabelos coloridas e douramentos nas bordas dos mantos. Isto se deve à exigência por parte da irmandade que administra a igreja. No altar-mor encontram-se as imagens de Cristo Crucificado fixada no altar, e de Nossa Senhora das Dores. Ambas também seguem o mesmo padrão de pintura das demais imagens. A mesa do altar é em granito preto. A Igreja, além de suas características arquitetônicas ecléticas, constitui um elemento que se torna um marco no contexto do bairro Fundinho fazendo parte da história e características do local, onde tinha essa predominância de casarões ecléticos construídos no início do século XX e, que aos poucos, foram sendo substituídos, em sua maioria, por arranha-céus.

 

 

 

 

 

 

ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA


 


Matriz Nossa Senhora das Dores
Rua Dom Barreto, 60 – Fundinho

 

 

Comunidade São Vicente de Paulo e Santo Antônio
Asilo da Sociedade São Vicente de Paulo]
Rua Coronel Severiano, 131 – Fundinho

Nossas Igreja

 

 

Na Semana Santa uma das imagens que muitos guardam no coração é de N. Sra. das Dores. Com a influência devocional da península ibérica fomos chamados desde a infância a ter esses momentos de contemplar os vários tipos de sofrimentos durante a semana santa. Uma das imagens marcantes durante esses dias é justamente a figura de Maria, a senhora das dores.

Nossa Senhora sempre guardou e meditou tudo em seu coração, desde quando recebeu a notícia que seria mãe de Jesus, depois durante a sua vida infantil e pública e até a sua Morte na Cruz. Maria não gritou, não tentou impedir que levassem seu filho para a morte de Cruz. No caminho do Calvário, Jesus encontra com sua mãe: é claro que Maria estava com muita dor interna, estava com o coração despedaçado, mas não externava, guardava para si, pois sabia desde o início, com o anúncio do anjo que a missão de ser a Mãe do Filho de Deus não seria nada fácil.

 

Nossa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo. 

                       

Depois observamos Maria contemplando em pé, ao lado do discípulo amado ao seu filho Jesus crucificado: ela estava ali, acompanhando os últimos momentos da vida de seu filho, em silêncio, guardando tudo em seu coração. Jesus entrega a sua mãe ao discípulo amado e o discípulo amado a sua mãe: “ Filho, aí está a sua mãe. Mulher aí está teu filho”, e partir daí o discípulo amado a acolheu consigo. Com esse gesto Jesus entrega a sua Mãe a toda humanidade, quando João a acolhe consigo e toda a humanidade que a acolhe, para ser a nossa Mãe.

Ao se encontrarem a Mãe e o Filho, um sente a dor do outro, são os olhares que se encontram e nessa troca de olhares um compreende a missão do outro. Com toda certeza veio a memória de Maria tudo aquilo que passou em sua vida desde que aceitou ser a mãe do Salvador, mas em nenhum momento ela se desespera, mas desde o início entendeu qual seria a sua missão. E nos dias de hoje ela continua intercedendo por nós lá do céu, e de lá eles também trocam olhares de amor e compaixão.

 

É incomensurável a dor da perda de um filho, mas devemos procurar ser sábios e entendedores da Palavra de Deus assim como Maria para compreender os planos de Deus para nossa vida.

 

A imagem de Nossa Senhora das Dores com espadas cravadas em seu peito, interpreta na imagem o que Maria experimenta na vida, porque expressa a o que ela sentiu ao ver o seu filho crucificado e sofrendo cruelmente por nós, foi como se uma espada atravessasse o seu peito. Maria tem um olhar puro, um olhar de amor, de carinho e através desse olhar ela nos encoraja a superarmos as situações difíceis que passamos. E nos ensina a superar as dores assim como ela superou.

 

Estamos passando por um momento muito difícil no mundo com a Covid 19 (corona vírus), mas dobrando os joelhos e rezando o Santo Rosário pedindo que ela olhe por nós com o amor de Mãe vamos superar esse momento difícil. Com ela podemos ter confiança na presença do Senhor em nossas vidas que dá sentido às nossas dores. Estamos unindo nossa cruz à Cruz de Cristo. Nesses dias que temos que ficar em casa, podemos rezar o terço e pedir que ela olhe por nós todos. No terço contemplamos também as dores de Nossa Senhora. Podemos acompanhar pelas mídias sociais e pelas televisões de inspiração católica a celebração da Santa Missa e outros atos litúrgicos e devocionais.

 

Esse título de Nossa Senhora das Dores assim como todos os outros tem um grande significado, esse nasceu da dor, do sofrimento de ver o seu filho sendo morto na Cruz, e nos ensina a lhe dar com o sofrimento, com sabedoria, meditação e oração. Entender que é necessário que passemos por aquele sofrimento para que depois venha a alegria. Que algo tem por trás daquele momento difícil e muitas vezes não conseguimos enxergar. Que ao olhar para trás depois de um tempo possamos entender que foi um momento ruim que passamos, mas depois vem a consolação.

 

Nossa Senhora das Dores, também conhecida como Nossa Senhora da Consolação, ou seja, ela consola as nossas lágrimas com seu amor nos momentos difíceis da nossa vida. Eela nos consola também, dando-nos a certeza da ressurreição.

 

Maria foi fiel a Missão dada por Jesus, após a Morte e Ressurreição de Jesus Ela acompanha os apóstolos em sua Missão e estava no cenáculo quando tiveram a experiência da presença do Espírito Santo que fez os discípulos saírem em missão para anunciar o Reino de Deus. E Ela nos ensina também a sermos fiéis na nossa missão, vivendo o nosso batismo, anunciando o Reino de Deus.

Que Nossa Senhora, a Mãe das dores seja um sinal em todas as situações difíceis de nossa vida e interceda por nós neste tempo de sofrimentos e nos inspire a fé e a coragem para que não desanimemos nas situações de “morte” e nos ajude a crescer e a encontrar a “Ressurreição”.

Quem somos

 

 

ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA
Pároco: Pe. Márcio Antônio Gonçalves
Diáconos Permanentes: Diác. Antônio Eustáquio Marciano / Diác. José Carlos de Oliveira

 

 

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Pároco

(Pe. Marcio)

Diácono

(Antônio)

Diácono

(José Carlos)

A sensibilidade de piedosa compaixão do povo cristão está eloquentemente expressa no quadro da Pietá.

 

Nossa Senhora das Dores recebe no colo o filho morto apenas tirado da cruz. É o momento que se reveste da incomensurável dor uma paixão humana e espiritual única: a conclusão do sacrifício de Jesus Cristo, cuja morte sobre a cruz é o ponto culminante da Redenção. Mas como a morte de Cristo está já implícita, como em embrião, desde os primeiros momentos de sua existência de homem, também a compaixão está implícita no inicial: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

 

Como mãe, Maria assume implicitamente os sofrimentos de Cristo, em cada momento de sua vida. Eis porque a imagem da Pietá típica da arte gótica e do Renascimento (a mais conhecida é a escultura de Michelangelo) exprime só um momento desta dor da Virgem Mãe.

 

A devoção, que precede a celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores da Co-redentora, correspondentes a outros tantos episódios narrados pelo Evangelho: a profecia do velho Simeão a fuga para o Egito, a perda de Jesus aos doze durante a peregrinação à Cidade Santa, o caminho de Jesus para o Gólgata, a crucificação, a deposição da cruz, a sepultura.

Mas como o objetivo do martírio de Maria é o martírio do Redentor, desde o século XV encontramos as primeiras celebrações litúrgicas sobre a compaixão de Maria aos pés da cruz, colocada no tempo da Paixão ou logo após as festividades pascais. Em 1667 a Ordem dos Servitas, inteiramente dedicada à devoção de Nossa Senhora (os sete santos Fundadores no século XIII tinham instituído a “Companhia de Maria Dolorosa”) obteve a aprovação de celebração litúrgica das sete Dores da Virgem, que durante o pontificado de Pio VII foi acolhida no calendário romano e lembrada no terceiro domingo de setembro.

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Pio X fixou a data definitiva de 15 de setembro, conservada no novo calendário litúrgico, que mudou o título da festa, reduzida a uma simples memória: não mais Sete Dores de Maria, mas menos especificadamente e mais oportunamente: Virgem Maria Dolorosa. Com este título nós honramos a dor de Maria aceita na redenção mediante a cruz.

 

É junto à Cruz que a Mãe de Jesus crucificado torna-se a Mãe do corpo místico nascido da Cruz, isto é, nós somos nascidos enquanto cristãos, do mútuo amor sacrifical e sofredor de Jesus e Maria.

 

Eis porque hoje se oferece à nossa devota e afetuosa meditação a dor de Maria.

 

Caso precise entre em contato.